Sadismo: o que significa e como explorar

No BDSM, o sadismo é o prazer de causar dor consensual ou sensações intensas em alguém que quer recebê-las, com palmadas, mordidas, arranhões, beliscões e mais. O tesão vem das reações da outra pessoa: o suspiro, o contorcer, o jeito como a dor se mistura com o prazer. O sadismo consensual é sobre intensidade compartilhada, nunca sobre machucar quem não quer.

A palavra vem do Marquês de Sade, escritor francês do século 18 cujos romances misturavam crueldade e prazer. Na década de 1880, o psiquiatra Richard von Krafft-Ebing transformou "sadismo" e "masoquismo" em termos clínicos. Mais tarde, as comunidades kink resgataram as duas palavras para algo bem diferente: uma brincadeira consensual e negociada em que a outra pessoa, masoquista, curte receber o que é dado. Essa dupla é o "SM" do BDSM, e para muita gente é a parte mais intensa do universo kink.

Quem curte sadismo costuma descrever uma mistura de poder, foco e conexão. Cada golpe ou mordida produz uma reação imediata, e ler essa reação, ajustar, aumentar e recuar é uma habilidade de verdade. Há uma satisfação primitiva em deixar alguém sem fôlego, e uma satisfação terna em ver o quanto essa pessoa confia em você. Muita gente diz que o verdadeiro barato é ver a outra pessoa chegar a um lugar aonde não chegaria sozinha, e saber que foi você quem a levou até lá com segurança.

Solo, os interesses sádicos aparecem sobretudo em fantasias ou no tipo de cena que você procura. A dois, vão de brincadeiras leves, como palmadas firmes, mordidas ou arranhões durante o sexo, a cenas de impacto estruturadas com as mãos, palmatórias ou floggers, ou brincadeiras de sensação com cera, gelo e prendedores. Muitas pessoas sádicas combinam dor e prazer, alternando os dois para o contraste bater mais forte, e curtem ver as marcas consensuais sumirem nos dias seguintes.

O maior equívoco é achar que pessoas sádicas são cruéis ou violentas. Quem pratica sadismo consensual costuma ter uma atenção especial à outra pessoa, porque causar dor do jeito certo exige ler alguém de perto e parar no instante em que ela pedir. Outro mito é que o sadismo sempre vem com dominação ou humilhação; algumas pessoas sádicas não são nada dominantes e simplesmente amam a troca de sensações. E sadismo nunca significa ignorar limites: um bom sadismo é causar a dor que a outra pessoa quer, não a que ela não quer.

Sinais de que isso é você

  • O suspiro ou a careta de prazer da outra pessoa te excita.
  • Palmadas, mordidas ou arranhões saem naturalmente de você durante o sexo.
  • Você curte a arte de aumentar a intensidade aos poucos.
  • Marcas que você deixou com consentimento te dão uma pontinha de emoção no dia seguinte.
  • Você tem curiosidade por instrumentos como palmatórias, floggers ou cera.

Como explorar

  1. 1Comece leve e sem parar de conversar: palmadas firmes, mordidas ou arranhões durante o sexo, com a outra pessoa dando uma nota de 1 a 10 para a intensidade.
  2. 2Aprenda as zonas seguras para o impacto: áreas carnudas como as nádegas e a parte de cima das coxas, longe da coluna, dos rins, das articulações e do pescoço.
  3. 3Alterne dor e prazer, como uma palmada seguida de uma carícia lenta, para a outra pessoa sentir o contraste e não só a ardência.
  4. 4Explore brincadeiras de sensação: gelo, cera feita para o corpo, uma roda de Wartenberg ou unhas passando devagar pela pele.
  5. 5Experimente o controle à distância numa cam Lovense, em que você escolhe a intensidade e vê a reação ao vivo.

Segurança e consentimento

Negocie antes de cada atividade nova: o quê, em que parte do corpo, com que força e por quanto tempo. Combinem uma palavra de segurança e uma escala, para a outra pessoa poder dizer "isso é um 6, me leva até 8" ou simplesmente "vermelho". Aqueça antes do impacto, evite cabeça, pescoço, coluna, rins e articulações, e pratique com cada instrumento antes de usar em alguém. Confira com frequência e fique de olho em sinais de que a outra pessoa não está mais curtindo. O aftercare importa: olhe as marcas, ofereça água e conforto, e conversem no dia seguinte.

Com quem dá match

O sadismo combina naturalmente com o masoquismo: masoquistas curtem receber as sensações que pessoas sádicas amam causar. Brats que gostam de merecer castigos de brincadeira, e subs ou presas do primal com gosto por intensidade, também são bons pares.

Masoquismo

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Perguntas frequentes

É normal gostar de sadismo?

Curtir brincadeiras consensuais com dor é uma parte conhecida da sexualidade humana, e muita gente compartilha esse gosto. O que torna isso saudável é o consentimento: a outra pessoa quer, vocês combinaram limites e você para quando ela pede. Vontade de machucar quem não consentiu é outra história, e vale buscar ajuda profissional para conversar sobre isso.

Qual a diferença entre sadismo e dominação?

A dominação é sobre controle; o sadismo, sobre causar dor ou sensação intensa. Muita gente curte os dois, mas não todo mundo: algumas pessoas sádicas seguem as instruções da outra pessoa sobre exatamente como machucá-la, e algumas pessoas dominantes nunca usam dor.

Como começar com impact play (spanking) com segurança?

Comece com a mão nas nádegas ou na parte de cima das coxas, de leve, e aumente devagar. Continue conferindo, use uma escala de 1 a 10 e pare na palavra de segurança. Só acrescente instrumentos depois de praticar num travesseiro ou na sua própria coxa, e sempre termine com aftercare.